Tabela FIPE: como funciona e por que afeta seu preço
A FIPE é o ponto de partida da precificação no varejo automotivo, não o ponto final. Entenda como o número é calculado, o que ele não inclui e como usar com inteligência na loja.
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Guia de precificação
Preço não é a FIPE. É a FIPE menos tudo que some depois: reparo, comissão, imposto e o custo do tempo parado. Este guia mostra como definir preço, proteger a margem e usar o financiamento a favor, com calculadoras prontas pra rodar com os números da sua loja.
Atualizado em
A maior parte das lojas ancora o preço na FIPE e para por aí. O problema é que a FIPE é uma média, não conhece o seu carro nem os seus custos. Precificar bem é juntar quatro coisas: a referência da FIPE, o ajuste pro mercado real, a margem que de fato sobra e a receita que o financiamento traz. Cada bloco abaixo cobre uma dessas partes.
A FIPE dá a referência de mercado, mas é só o começo. Entender como o número se forma e o que ele deixa de fora evita ancorar o preço no lugar errado.
A diferença entre o que você comprou e vendeu engana. O que sustenta a loja é o que sobra depois de reparo, comissão e imposto. Aqui está como enxergar esse número, com uma calculadora pra rodar carro a carro.
Comprou por 50 mil, vendeu por 60 mil, lucrou 10 mil? Nem perto. Veja todos os custos que somem dessa conta e como calcular o que de fato fica no caixa.
Ler o guiaColoque preço de compra, venda e os custos da operação e veja a margem real de cada carro, com a diferença que a margem aparente escondia.
Abrir calculadoraO tempo que o carro passa no pátio tem preço, e ele corre todo dia. Esse custo precisa estar na conta da precificação, senão a margem vai embora sem você perceber.
Cada dia que um carro fica parado no pátio custa dinheiro real. Veja como calcular esse custo financeiro e por que essa conta silenciosa quebra revenda.
Ler o guiaEstime quanto um veículo custa por mês e por dia enquanto espera comprador, somando capital imobilizado, depreciação e custos fixos de pátio.
Abrir calculadoraO cenário de juros muda quanto o cliente aguenta de parcela, e o financiamento é uma segunda linha de receita que muita loja deixa na mesa. As duas coisas entram na sua estratégia de preço.
Os juros bateram 15% no começo do ano e começaram a ceder. Veja como o cenário macro remodelou a venda de usados e o que o lojista faz agora que o crédito afrouxa.
Ler o guiaEm mercados maduros, a comissão de financiamento empata ou supera o lucro da venda do carro. Veja como funciona o retorno e como estruturar essa receita na loja.
Ler o guiaJuntando tudo, a precificação vira um roteiro de cinco passos que você repete a cada carro que entra.
A FIPE é uma média de mercado. Serve pra você saber onde o carro está na faixa, mas não conhece o estado do seu veículo nem a procura na sua região.
Olhe o estado do carro, a procura pelo modelo na sua praça e quanto pedem os anúncios parecidos. É isso que dita se você fica acima ou abaixo da FIPE.
Reparo e preparação, comissão do vendedor, impostos da operação e o custo do tempo que o carro vai passar parado. Tudo isso sai da margem, então precisa estar no preço.
Não mire a diferença entre compra e venda (a aparente). Mire o que sobra depois de todos os custos. É esse número que sustenta a loja.
O lucro do negócio não é só o do carro. A comissão de financiamento entra no resultado e, bem estruturada, muda a régua do que você aceita na venda à vista.
A integração com a Tabela FIPE traz a referência na mesma tela do cadastro, então você parte do número certo sem abrir três abas. Faz parte do sistema para revenda de veículos.
O sistema mostra há quanto tempo cada carro está parado, pra você agir no preço antes que o custo acumule e coma a margem.
No plano Plus, o simulador de financiamento ajuda a estruturar a segunda receita e ainda traz o lead já com uma noção de elegibilidade. Detalhes em /pricing.
Pra decidir sem depender do sistema, use a calculadora de margem, a de custo do carro parado e a calculadora de ROI do sistema.
A FIPE é uma média de mercado, um ponto de partida, não o preço final. Ela não considera o estado do carro, a procura pelo modelo na sua região nem os seus custos. O preço certo sai da FIPE ajustada pro mercado real e pra margem que você precisa fechar.
Margem aparente é venda menos compra. Margem real desconta tudo que some depois: reparos e preparação, comissão do vendedor, impostos da operação e o custo do tempo que o carro ficou parado. É comum a real ser bem menor que a aparente, e a calculadora de margem mostra essa diferença.
Todo dia parado soma três custos: o capital imobilizado (dinheiro preso que renderia ou custa juro), a depreciação (o usado perde valor esperando) e os custos fixos (seguro, pátio, limpeza). Esse valor sai direto da margem da venda. Dá pra estimar na calculadora de custo do carro parado.
Pesa, mas menos que no pico. Os juros bateram 15% no começo do ano e começaram a ceder, com a Selic em 14,25% em julho e projeção de 13,5% pro fim do ano. Crédito mais caro reduz a parcela que o cliente aguenta, então o preço e a entrada do carro passam a importar mais na hora de fechar.
Vale. Em mercados maduros, a comissão de financiamento chega a empatar ou superar o lucro da venda do carro em si. Estruturar essa receita, com simulador, acompanhamento da aprovação e registro do retorno, transforma o financiamento de um extra ocasional numa segunda linha de receita previsível.
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A margem que aparece no fim do mês é a diferença entre o que você achou que ia ganhar e o que os custos entraram no caminho. Com a FIPE, o custo de entrada e o tempo de pátio na mesma tela, essa conta deixa de ser surpresa.
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